Metas com identidade

Porque as metas falham quando não acompanham a pessoa que queremos construir

Setembro traz consigo uma energia muito própria. Para muitas pessoas, funciona quase como um segundo início de ano: regressam as rotinas, reaparecem intenções que foram sendo adiadas e renasce a vontade de mudar. Volta-se a pensar no corpo, no trabalho, na organização, nas relações, no equilíbrio emocional e nos objectivos que se querem finalmente concretizar.

No entanto, aquilo que começa com entusiasmo perde muitas vezes força ao fim de poucos dias ou semanas. Não necessariamente porque a pessoa não queira mudar, mas porque tenta sustentar novos objectivos com a mesma estrutura interna, os mesmos hábitos e, por vezes, a mesma forma de pensar que anteriormente produziu resultados diferentes daqueles que agora pretende alcançar.

É por isso que tantas metas acabam abandonadas. O problema nem sempre está na falta de disciplina, de motivação ou de capacidade. Muitas vezes, está no facto de o objectivo ter sido definido ao nível da intenção, sem que exista ainda um verdadeiro alinhamento ao nível da identidade.

No Templo da Mente, institute®, a mudança não é compreendida apenas como uma lista de tarefas nem como um impulso passageiro de produtividade. É observada como um processo de alinhamento entre objectivos, valores, comportamentos, linguagem interna e direcção pessoal. Antes de exigir mudança, importa compreender aquilo que a está a facilitar — ou a impedir.

O trabalho desenvolvido no Templo da Mente, institute® integra diferentes recursos de acompanhamento, nomeadamente Hipnose Clínica, Programação Neurolinguística e Coaching, utilizados de acordo com as características, necessidades e objectivos de cada pessoa, respeitando sempre a sua individualidade e o seu ritmo.

O erro mais comum quando se define uma meta

A maioria das pessoas define metas a partir daquilo que quer ter, resolver ou alcançar. Quer perder peso, mudar de trabalho, organizar melhor a vida, comunicar de outra forma, cuidar mais de si ou sentir-se mais confiante.

Tudo isto pode ser legítimo.

A dificuldade surge quando o objectivo é definido apenas como um resultado a alcançar e não como parte de uma transformação mais profunda.

Mudar não depende exclusivamente daquilo que se quer fazer. Depende também da forma como cada pessoa se percebe, das expectativas que mantém sobre si própria e dos comportamentos que considera compatíveis com aquilo que acredita ser.

Alguém pode estabelecer como objectivo tornar-se mais organizado e continuar a repetir internamente: “Eu sempre fui desorganizado.” Pode decidir cuidar mais de si e continuar a sentir que dedicar tempo às próprias necessidades é egoísmo. Pode querer avançar profissionalmente e, ao mesmo tempo, duvidar permanentemente da sua capacidade.

Nestes casos, existe um conflito.

A meta aponta numa direcção, mas a identidade percebida continua ligada ao padrão anterior. Quando isto acontece, manter a mudança exige um esforço crescente e aquilo que começou como motivação transforma-se progressivamente em obrigação.

Metas sem identidade tornam-se esforço

Há objectivos que nascem de uma vontade consciente e pessoal. Mas também existem metas que surgem da comparação, da pressão externa, do medo de ficar para trás, da necessidade de corresponder às expectativas dos outros ou da tentativa de provar valor.

Quando um objectivo não está verdadeiramente alinhado com aquilo que a pessoa valoriza, o processo tende a tornar-se mais pesado. A acção deixa de representar uma direcção escolhida e passa a funcionar como tentativa de compensação.

É também por isso que tantas pessoas entram num ciclo conhecido: começam com enorme intensidade, fazem planos, estabelecem regras, reorganizam agendas e prometem a si próprias que “desta vez vai ser diferente”.

Durante alguns dias tudo parece funcionar.

Depois surge o cansaço, aparece um imprevisto, quebra-se uma rotina ou diminui a motivação inicial. Aquilo que parecia sólido começa a perder estrutura e a pessoa regressa progressivamente aos comportamentos anteriores.

A conclusão costuma ser dura: “Não tenho disciplina.” “Nunca consigo terminar nada.” “Começo sempre e depois desisto.”

Mas essa interpretação pode ser demasiado simplista.

Em muitos casos, não existe falta de capacidade. Existe uma tentativa de construir uma realidade diferente sem ter ainda reorganizado suficientemente a forma como a pessoa se vê, as crenças que influenciam as suas decisões e os padrões emocionais associados à mudança.

Expressões como “eu sou assim”, “sempre fui assim” ou “não consigo mudar” podem transformar experiências anteriores em conclusões permanentes sobre quem alguém é.

E é precisamente aqui que a linguagem interna começa a ter importância: aquilo que uma pessoa acredita ser influencia também aquilo que considera possível.

Recomeçar não é voltar ao zero

Existe uma ideia frequente de que recomeçar significa falhar, perder tempo ou regressar ao ponto de partida.

Nem sempre é assim. Recomeçar pode significar parar, observar, integrar aquilo que foi aprendido e escolher novamente com maior consciência.

Nem todos os começos são ingénuos. Alguns surgem precisamente porque houve experiência suficiente para perceber que determinado caminho já não faz sentido.

Setembro pode, por isso, ser vivido não apenas como um regresso automático à pressa, mas como uma oportunidade de realinhamento.

Talvez a pergunta não deva ser apenas “O que quero fazer até ao final do ano?”, mas também: “O que continua a fazer sentido?”, “O que precisa de mudar?”, “O que necessita de mais estrutura?” ou “O que estou a adiar apesar de saber que é importante?”

Recomeçar com propósito implica deixar de olhar exclusivamente para o calendário e começar a olhar para a direcção.

Não se trata necessariamente de fazer mais. Trata-se de escolher melhor.

As perguntas que podem mudar o rumo

Quando alguém decide mudar, uma das primeiras perguntas costuma ser: “O que tenho de fazer?”

É uma pergunta importante, mas não é a única.

Antes de procurar estratégias, aplicações, agendas, métodos ou novas rotinas, pode ser útil aprofundar a consciência sobre aquilo que realmente está por detrás da meta.

Algumas perguntas podem ajudar nesse processo:

  • Quem me estou a tornar através desta meta?
  • Este objectivo nasce de algo que verdadeiramente valorizo ou de pressão externa?
  • Que comportamentos precisam de acompanhar esta decisão?
  • Que crenças continuam a dificultar o caminho que quero construir?
  • O que tenho tentado compensar através desta meta?
  • Que parte de mim resiste à mudança e o que poderá estar a tentar proteger?

Estas perguntas deslocam o foco do resultado imediato para a estrutura que sustentará esse resultado.

Porque existe uma diferença importante entre alcançar algo pontualmente e conseguir integrar essa mudança na vida.

Quando a disciplina deixa de ser castigo

A disciplina é frequentemente associada a esforço, rigidez, obrigação ou privação.

Mas quando existe coerência entre aquilo que a pessoa valoriza, aquilo que pretende alcançar e a forma como deseja viver, a disciplina pode adquirir outro significado.

Passa a representar continuidade.

Uma pessoa que começa progressivamente a reconhecer-se como alguém que cuida do próprio corpo poderá relacionar-se de forma diferente com a alimentação, o descanso e a actividade física.

Da mesma forma, alguém que se reconhece como emocionalmente responsável poderá começar a estabelecer limites com maior clareza, comunicar necessidades de forma mais directa ou tomar determinadas decisões com menos necessidade de aprovação externa.

A mudança comportamental tende a ganhar outra consistência quando deixa de ser apenas uma obrigação exterior e começa a fazer sentido dentro daquilo que a pessoa pretende construir.

Isto não significa ausência de dificuldade. Continuarão a existir dias menos produtivos, dúvidas, resistência, imprevistos e momentos de quebra.

A diferença está na interpretação que se faz desses momentos.

Em vez de transformar um desvio numa prova de incapacidade, torna-se possível encará-lo como parte de um processo que ainda está a ser consolidado.

Recomeçar deixa então de significar falhar novamente.

Passa a significar recentrar.

O papel da Hipnose Clínica, PNL e Coaching na mudança consciente

Há situações em que a pessoa sabe claramente aquilo que gostaria de fazer e, ainda assim, continua a repetir comportamentos que a afastam desse objectivo.

É precisamente esta aparente contradição que torna muitos processos de mudança mais complexos do que parecem.

Conhecer racionalmente uma solução não significa necessariamente conseguir aplicá-la.

Podem existir hábitos consolidados, associações emocionais, receios, crenças pessoais ou respostas automáticas que precisam primeiro de ser compreendidos.

No Templo da Mente, institute®, a Hipnose Clínica, a Programação Neurolinguística e o Coaching podem ser integrados no acompanhamento de forma personalizada, procurando aumentar a consciência sobre determinados padrões, clarificar objectivos, explorar novas perspectivas e apoiar a construção de respostas comportamentais mais ajustadas.

Não como fórmulas universais ou soluções instantâneas, mas como recursos inseridos num processo que deve respeitar a história, os limites e os objectivos específicos de cada pessoa.

O propósito não é criar uma versão artificial de quem alguém deveria ser.

É ajudar a diminuir a distância entre aquilo que a pessoa reconhece como importante e aquilo que efectivamente consegue integrar na sua vida.

Considerações finais

No Templo da Mente, institute®, a clareza não é apressada nem imposta. É construída com consciência, respeito pelo ritmo interno de cada pessoa e atenção à singularidade de cada processo. O acompanhamento e a formação estruturada encontram-se disponíveis na Clínica e Academia Templo da Mente para quem reconhece que compreender o que está por detrás de um bloqueio pode ser mais importante do que continuar simplesmente a exigir resultados diferentes.

Mais do que acumular conceitos teóricos, a Hipnose Clínica, PNL e Coaching podem ser integrados como recursos de autoconhecimento, clareza, foco e desenvolvimento pessoal, sempre de acordo com as características e os objectivos de cada processo.

primeiro contacto  não representa um compromisso terapêutico nem obriga a qualquer decisão imediata. Trata-se de uma conversa confidencial e criteriosa, destinada a compreender a situação apresentada, esclarecer a abordagem utilizada e perceber se este poderá ser o momento adequado para iniciar um processo consciente, estruturado e responsável.

Se sente que chegou o momento de reorganizar prioridades, compreender aquilo que tem dificultado a mudança ou simplesmente recomeçar com maior clareza, falar connosco pode ser apenas o primeiro passo para perceber qual o caminho que faz sentido para si.